24 de jun. de 2011

Aplicação da Prova Eldorado 2011 chega ao fim

Durante duas semanas, a equipe pedagógica da Secretaria de Educação esteve em todas as escolas municipais, nas turmas de 5º e 9º anos realizando a 3ª Prova Eldorado.

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Até mesmo os estudantes da zona rural, das localidades mais distantes, tiveram a oportunidade de testar seus conhecimentos em uma prova tida como “ensaio” para a Prova Brasil em novembro próximo.

Esta terceira edição foi ralizada em tempo recorde e para isso, mobilizou 14 profissionais, que puderam simultaneamente chegar a todas as escolas municipais para a execução deste trabalho. A correção já iniciou, em seguida será feito o levantamento estatístico dos resultados, que serão divulgados em agosto.

O grande objetivo é que esta prova sirva como diagnóstico para reforçar o trabalho dos professores nas habilidades que os alunos ainda não desenvolveram satisfatoriamente. Assim, todas as provas, após a correção, retornarão para as respectivas escolas e os alunos poderão conferir cada questão junto com seus professores.

Material pedagógico simples ou sofisticado gera bom resultado

 

Escola cearense utiliza de computadores a garrafas pet para realizar experimentos. Foto: Arquivo da Escola Adelino Cunha Alcântara

Materiais baratos e sucata, juntamente com modernos recursos tecnológicos, são utilizados, sem preconceito, pelos professores da Escola Estadual de Educação Profissional Adelino Cunha Alcântara, no município cearense de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 km de Fortaleza. Para participação na Olimpíada Brasileira de Foguetes, por exemplo, canos, barras de ferro e pedaços de madeira foram utilizados para a construção da base de lançamento. Já os foguetes foram feitos de garrafas pet e papelão.
“Até mesmo um pincel ou uma moeda podem se transformar em experimentos. Contudo, priorizo sempre o que pode ser um maior facilitador da aprendizagem”, assegura o professor de física, Caniggia Carneiro Pereira, que também é o responsável, na escola, pela participação na Olimpíada Brasileira de Física (OBF), na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), além da Olimpíada Brasileira de Foguetes. Segundo ele, como a física estuda tudo o que acontece no universo, não é difícil encontrar exemplos e materiais para utilizar nas aulas.
Para o professor, que está concluindo licenciatura plena em física na Universidade Federal do Ceará (UFC), os vídeos, sejam documentários ou pequenos filmes da internet, também são boas estratégias para trazer novos conhecimentos aos alunos. Ele também se utiliza de apresentações em slides. “Elas permitem que eu possa inserir com mais facilidade imagens, animações e outros recursos tecnológicos nas aulas”, diz Cannigia. Em sua opinião, animações e simulações são recursos muito ricos, pois aliam interatividade e conhecimento, estimulando a aprendizagem e motivando os alunos.
Em suas aulas, Cannigia também aproveita os benefícios das novas tecnologias. Para ele, os recursos computacionais permitem a análise de situações mais complexas, difíceis de serem reproduzidas na sala de aula ou no laboratório. Assim, ao planejar uma aula sobre gravitação, abordando os efeitos da gravidade no comportamento dos corpos, especialmente dos planetas, utilizou recursos como o Applet Laboratório de Força Gravitacional, onde os alunos puderam visualizar a proporcionalidade entre a força da gravidade e a massa e distância entre dois corpos. Na mesma aula, os estudantes tiveram a oportunidade de manipular a simulação Gravity Car - um carrinho com gravidade aumentada que atrai os corpos por onde passa.
Outro recurso usado nessa mesma ocasião foi o My Solar System, para que os alunos montassem seu próprio sistema solar. A partir de mudanças introduzidas nos valores das massas e velocidades dos corpos, eles conseguiram padrões de sistemas bem diferentes, com estrelas duplas e choques planetários, entre outros efeitos. “Foi muito interessante ver a satisfação deles ao criar sua própria realidade virtual”, salienta o professor.
Destaque – De acordo com a coordenadora pedagógica Nakeida Cristina de Castro Costa, 20 anos de magistério, a Adelino Cunha Alcântara é uma escola que se destaca na comunidade, graças a alguns pontos. Um deles é o fato de a instituição oferecer aulas diferenciadas, onde os professores utilizam recursos didáticos variados, tais como: teatro, música, internet, blogs, aulas de campo, visitas técnicas, seminários e feiras de ciências, entre outros.
Segundo Nakeida, as aulas de química são equilibradas entre teoria e prática, com aulas no laboratório de ciências, utilizando material reciclado. Ela explica que, em comemoração ao Ano Internacional da Química, o professor Francisco Sá vem desenvolvendo atividades lúdicas e de pesquisa, interdisciplinares, por meio da construção de paródias, jogos e dinâmicas para socializar o aprendizado da disciplina. Já nas aulas de língua portuguesa, há uma integração entre os ambientes de aprendizagem da biblioteca e do laboratório escolar de informática: os estudantes fazem a leitura de clássicos da literatura e constroem material de divulgação em mídias como resenhas e slides.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/

19 de jun. de 2011

Educação: A receita do mestre.

Quais são as características de um bom professor? Não existe uma receita definitiva. Mas especialistas defendem a ideia de que é possível identificar algumas habilidades básicas: dominar a disciplina que ensina, conhecer as etapas do desenvolvimento dos alunos e saber lidar com a turma. Porém, não é esse tipo de professor que encontramos na maioria das salas de aula brasileiras. Por isso, a baixa qualificação dos profissionais do ensino é apontada como um dos principais fatores para a má qualidade da educação do país. Agora, o Brasil pode ter uma chance de mudar. O primeiro concurso nacional para selecionar professores deverá ser aplicado a partir de 2012. A prova, elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação, avaliará os candidatos para a educação infantil e para o período de 1o a 5o ano do ensino fundamental. A ideia é que as redes municipais usem a prova voluntariamente.

A prova nacional é um avanço por dois motivos. Primeiro, deve melhorar os critérios de seleção. Hoje, a escolha é feita pelos municípios, os maiores contratantes de professores das séries iniciais. São mais de 5 mil redes municipais, cada uma com sua própria seleção. Em geral, elas padecem de baixo investimento financeiro e falta de pessoal técnico para garantir a boa qualidade das provas. O segundo efeito benéfico da prova nacional é menos evidente e talvez mais importante. O exame vai forçar o país a definir o que esperar de um bom professor. É algo que nunca esteve no papel de nenhuma das diretrizes educacionais promulgadas pelo governo. Em países com bons índices educacionais, como Chile, Canadá e Inglaterra, há parâmetros para a prática do ensino. Para chegar a uma lista de qualidades que todo professor deve ter, técnicos do Inep visitaram esses países e entrevistaram diretores de escolas brasileiras campeãs em aprendizado.

Também consultaram diversos especialistas em educação. E aí começaram os problemas. Os acadêmicos, ligados às faculdades de pedagogia não gostam da ideia de uma receita. “É difícil definir o que é um bom professor objetivamente, sem levar em consideração fatores externos, como as condições socioeconômicas dos alunos”, diz Dalila Andrade Oliveira, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação. Ela questiona a necessidade de o professor conhecer a própria matéria que ensina. “O professor pode não dominar o conteúdo, mas saber ouvir e ser sensível aos alunos.” As associações acadêmicas marcaram um seminário, no final de maio, para analisar a proposta do MEC e dar sugestões de como a prova nacional poderia ser formulada. Quem precisa de bons professores agora diz que não pode se dar ao luxo de longos debates. “Essa prova é uma necessidade imediata”, diz Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Ela defende a ideia de uma referência objetiva para qualidade dos professores. “Para quem não sabe cozinhar, seguir uma receita garante que o resultado não será desastroso.”

A prova de seleção, sozinha, não vai salvar as escolas brasileiras. A carreira docente precisa ser mais atraente para que os jovens talentosos queiram dar aulas. No Brasil, segundo o Inep, a maioria dos que optam pela carreira docente está entre os alunos com piores notas no ensino médio. Esses jovens poderiam ser atraídos por melhores salários e por um sistema mais justo de remuneração, que afasta os ruins e premia os melhores profissionais. Mas agora, pelo menos, já vai dar para saber o que cobrar em sala de aula.

Fonte: Época

16 de jun. de 2011

Discipline e corrija individualmente, jamais faça isso em público

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Os jovens gostam muito de estar em evidência, serem vistos, e  de saber que são populares entre os amigos.

Enquanto que os alunos do Ensino Infantil e Fundamental I desejam ser acolhidos no sentido carinhoso da palavra ao serem  ouvidos e considerados em suas necessidades, os jovens do Fundamental II e Ensino Médio vivem para preservar a  auto-imagem no grupo.


Do Infantil ao Ensino Médio, apesar das características dos grupos serem bem distintas, há um dado em comum que não pode ser desconsiderado: o componente emocional.  Ambos os grupos desejam ser aceitos, respeitados e  valorizados.
Levar tudo isso em conta é de suma importância, pois é a base fundamental no relacionamento Professor x Aluno.  E um dos fatores que contribui para comprometer o bom relacionamento é o fato de que muitos Professores se revestem de ira ao disciplinar o aluno e o momento da correção que deveria ser um momento de ensino e reparação torna-se um momento de vingança e retaliação.
Este comportamento de repreender em público acaba alimentando e reforçando o comportamento indisciplinado do aluno, que no sentido de defender a sua imagem perante o grupo, vai até as últimas conseqüências para afrontar o Professor.

Precisa disciplinar? Faça-o de maneira discreta e use de sabedoria. Disciplina eficaz é aquela que faz com que o aluno aprenda tendo que reparar os erros cometidos e não ouvindo um sermão público. Você professor! Conte-nos a sua técnica para lidar com situações difíceis como esta… Estamos aguardando a sua colaboração.


Fonte:  www.sosprofessor.com.br

15 de jun. de 2011

Agradecimentos do nosso Secretário de Educação Jocélio

 

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Professor Jocélio

Parabéns a todos que fazem parte da Secretaria Municipal de Educação pelo empenho dado no último dia 11 de junho de 2011, vocês são demais, e mais uma vez a equipe fez um trabalho de muita união. Êta equipe porreta! É por isso e por outros motivos que eu defenderei vocês com toda minha força. O evento como um todo foi um sucesso, quero aqui em público manifestar meus sinceros agradecimentos pela contribuição que todos, que fazem parte da SEMECD, vem desenvolvendo, e todo sucesso de uma nova empleitada é o planejamento e organização e isso vocês têm de sobra, parabéns mais uma vez.

13 de jun. de 2011

Alunos do 5º e 9º ano fazem a Prova Eldorado

Seguindo as mesmas matrizes de referência da Prova Brasil, a terceira edição da Prova Eldorado começa a ser aplicada nesta terça-feira em todas as escolas da zona urbana.

Trata-se de um Instrumento de Avaliação com intuito de auxiliar Professores Coordenadores e Gestores a monitorarem os processos do Ensino Aprendizagem oferecidos nas escolas de nossa Rede Municipal.

A referida Avaliação é destinada aos alunos do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas municipais. A mesma está em sua terceira edição. A I Prova Eldorado foi realizada em 2009 com alunos de 5º e 9º ano (antiga 4ª e 8ª série); e a II Prova Eldorado ocorreu em 2010 com alunos de 4º, 5º, 8º e 9º anos.

Cronograma de aplicação - Zona Urbana

Cronograma de Aplicação – Zona Urbana

As escolas da zona rural também receberão a equipe aplicadora:

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Cronograma de Aplicação – Zona Rural

Os alunos terão 2 horas para responder a uma prova contendo 20 questões, sendo 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática.

Quando a Aula dá Errado

Já parou para pensar em todas as vezes que você preparou as aulas, preocupou-se em pesquisar materiais, escolher um vídeo, um determinado mapa ou gráfico e quando esta aula foi ministrada tudo deu errado ?

A idéia é que os alunos estivessem ávidos por aprender, mostrassem interesse e participassem da aula, mas nada disso aconteceu. Você encontrou alunos apáticos, desinteressados, ou então a grande maioria estava ocupada em ligar o celular, brincar com algum joguinho, ouvir uma música, trocar bilhetinhos, olhar pela janela, prestar atenção ao colega. Na verdade eles estavam muito “ocupados” para prestarem atenção na sua aula.

Mas, o que deu errado ? Bem, temos de analisar qual é a estrutura de uma aula fadada ao fracasso para você conhecer o que precisa ser evitado na próxima vez que for prepará-la.

- Nota 0: Elementos que fazem com que uma aula dê errado:

01.   jamais entre na sala de aula despreparado, ou com uma aula preparada no último minuto, saiba que é o maior descaso com os alunos fazer isso,

02.   a aula não é para você, por isso jamais seja “verborrágico”, ou seja, não fique falando todo o tempo e só com termos difíceis do aluno entender,

03.   não use o tom de voz monótono, sem vibração ou calor. Talvez essa seja a sua 10ª. Turma, e você já está entediado em abordar o mesmo assunto, porém os alunos captam essa vibração,

04.   jamais elabore aulas que não dêem espaço para os alunos interagirem, darem opiniões ou fazerem perguntas,

05.   não faça do livro didático a sua muleta, você pode, e deve, saber andar sem ele.

06.   nunca faça perguntas fechadas do tipo “sim”, ou “não”

07.   jamais faça perguntas que dependam de voluntários para responder

08.   evite distribuir o tempo em: explicar, fazer exercícios e correção (esse é o modelo clássico da  “decoreba”.

- Nota 10: Elementos que fazem com que uma aula dê certo,  é  quando o professor:

01.   elabora a aula adequando-a ao linguajar e expectativas do aluno

02.   promove e estimula a interação dos alunos com perguntas abertas e contextualizadas às vivências dos alunos

03.   mostra paixão e vibração em suas aulas

04.   diversifica as estratégias de ensino e sempre está testando novas práticas de ensino

05.   traz o mundo para dentro da sala de aula por meio de jornais, debates, noticiários, músicas, assuntos polêmicos, assuntos inovadores, etc.

06.   faz com que o conhecimento da sala de aula tem sentido no mundo fora dela, para que os alunos possam assim, compreender o sentido de estarem aprendendo aquilo

07.   tem sempre um plano “B” para quando o vídeo, ou DVD não funcionar

08.   mostra-se sempre criativo e proativo em todas as situações

09.   tem senso de humor o bastante para rir de si mesmo e rir junto com os alunos

10.   por meio de todas as suas aulas, tem a convicção de que entregaram algo realmente significativo e que vai tornar a vida daqueles jovens menos difícil

Dê uma olhada no seu plano de aula de amanhã, levante a estrutura que você enquadrou essa aula, selecione os elementos que a compõem e faça os ajustes que achar necessário.  Depois conte para a gente no blog.  Compartilhe também as suas idéias para tornar uma aula nota 10.

Fonte: http://www.sosprofessor.com.br/blog/