7 de fev. de 2011

Primeira prova nacional para professores será em 2012, diz Haddad


Em entrevista ao iG, ministro indicado por Lula diz que Dilma não escolheria ninguém que não quisesse e fala sobre o futuro do MEC

Fernando Haddad está há sete anos no Ministério da Educação, cinco como ministro: "sou exceção"

Bacharel em direito, com mestrado em economia e doutorado em filosofia, Haddad está à frente do ministério desde julho de 2005. Antes, em 2004, havia sido secretário-executivo do então ministro Tarso Genro. Aos poucos, ganhou a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu perfil técnico e exigente (segundo confirmam funcionários da pasta). Em inúmeros eventos públicos, Lula fez questão de tecer elogios à atuação do ministro e garantir que as melhorias no ensino foram possíveis por conta do estilo Haddad de gerenciar.
Mesmo em momentos difíceis como na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, quando uma prova foi roubada, e na edição deste ano da avaliação, em que houve problemas gráficos nas provas, Lula saiu em defesa do pupilo. Em despeito às críticas, reclamações e especulações sobre a permanência de Haddad no cargo, Lula defendeu e aconselhou a presidenta eleita Dilma Rousseff a mantê-lo no Ministério da Educação. Para ele, Dilma não “aceitou” seu nome, mas o escolheu.
Para o novo período, Haddad diz que Dilma pediu atenção especial à valorização e a melhorias na carreira dos professores. No início do ano, o ministro apresentará uma proposta que, para ele, deve mexer com o valor, o papel e a remuneração dos professores. Um documento com as características consideradas essenciais para um bom professor. Essa matriz servirá para a elaboração de uma prova nacional de concurso de ingresso na carreira docente. A primeira edição deve ocorrer no primeiro trimestre de 2012.
Em entrevista ao iG, Haddad disse que aguarda o aval dos técnicos para a aplicação de duas edições do Enem no ano que vem. Garantiu que não tem expectativas políticas para depois do governo Dilma e que não pretende ficar pouco tempo na pasta. “Não sinto isso como necessidade (candidaturas políticas depois)”, afirmou. “Eu opero por projeto, não por calendário”, disse.


Confira os trechos da entrevista:

iG: Quando o senhor assumiu o ministério quais eram seus objetivos?
Fernando Haddad: Eu tenho a felicidade de, em março de 2007, ter anunciado o Plano de Desenvolvimento da Educação na presença do presidente Lula e disse como a educação estaria ao final de seu governo. Se recuperar minha apresentação, você verá que nós cumprimos rigorosamente o que pactuamos com a sociedade. Houve processo forte de expansão e interiorização da rede federal para recuperar o papel da rede para o desenvolvimento social do País. Na educação básica, a centralidade que a qualidade ganhou com um sistema de avaliação por escola, divulgação dos resultados com transparência, fixação e cumprimento das metas. Tudo isso está feito.

iG: E quais são os planos do senhor para os próximos anos?
Haddad: A presidenta Dilma incorporou ao seu discurso a ideia de que temos de atuar da creche à universidade. Pode parecer uma obviedade, mas nem sempre foi assim. A política de foco e fragmentada prevalecia sobre uma visão abrangente e sistêmica. Espero que isso seja mantido. Entendo que há três questões a serem priorizadas. A primeira é a educação infantil, porque nunca houve uma atenção do MEC em relação à qualidade da oferta, só à quantidade. O segundo é a diversificação do ensino médio, que precisa se integrar com o trabalho, a cultura e o desporto. Na perspectiva da escola de tempo integral, a integração com essas áreas é essencial para oferecer perspectivas múltiplas de atendimento ao jovem. A escola não precisa ser padrão para ser excelente. Ele pode ter excelência e ser diversa, ser múltipla.


iG: A presidente eleita fez algum pedido especial para a sua gestão à frente do ministério? 
Haddad: A questão do magistério está muito presente no discurso dela e na conversa dela comigo. Acredito que a mudança dos currículos é importante e está em curso, mas o ritmo deveria ser acelerado. Tomamos duas providências importantes e pouco discutidas. A primeira é que não é pouca coisa um país federativo fixar um piso nacional para a categoria na constituição, como fizemos. Em segundo, a União assumiu a responsabilidade pela formação gratuita dos professores, seja no Fies, na modalidade que o professor que trabalha em escola pública não paga o financiamento, seja nas universidades públicas. Isso precisa ser mais explorado. O calendário eleitoral impediu a divulgação disso. No ano que vem, queremos fazer uma forte publicidade para que os professores e os jovens que queiram ser professores tomem conhecimento que eles têm à formação.

iG: Com essas iniciativas, o senhor acredita que serão suficientes para mudar a imagem que a carreira tem entre os jovens? 
Haddad: Vamos anunciar no começo do ano a matriz de uma prova nacional de concurso para a carreira docente. Trabalhamos durante mais de dois anos nisso. Mandamos equipes para oito países no mundo para sabermos como funciona o processo de formação e de seleção de professores nesses países e concluímos que precisamos ter uma prova nacional de concurso para ingresso na carreira docente que sinalize o que se espera de um bom professor. A prova será aplicada a quem se interessar e, depois, os gestores poderão abrir editais para selecionar os docentes com as notas dessa prova. Queremos que os prefeitos e os governadores possam oferecer boas condições de carreira para atrair os melhores profissionais do Brasil. O prefeito tem pouco estímulo para reestruturar a carreira. Estamos dando as condições de eles mudarem o sistema de ensino. Essa prova vai incidir sobre as condições de carreira.



Haddad: professores serão prioridade durante governo Dilma
iG: O senhor acredita que ela vai influenciar também os cursos de graduação?
Haddad: Vai rebater na formação, evidentemente, a partir do momento que você define uma matriz que diz quais os conhecimentos que um professor deve ter. As provas têm esse fim. Os países com alto desempenho nos exames internacionais têm um excelente processo de ingresso à carreira e nós não temos isso. O estágio probatório é um expediente pouco explorado no Brasil, ao contrário do que deveria ocorrer. No caso do docente, isso é essencial. Muitas vezes você tem conhecimentos teóricos, mas a atividade exige vocação específica para o exercício da profissão. Tem um programa de incentivo à docência que está dando muito certo. Durante a licenciatura, o estudante, o professor universitário e o da escola que o recebe como estagiário recebem bolsas. A instituição formadora e a escola pública interagem na formação desse licenciando.Os resultados são extraordinários.

iG: A partir de quando a prova nacional vai funcionar?
Haddad: A matriz será colocar em discussão do comitê de governança no início do ano, que vai aprovar a matriz de conhecimentos que serão exigidos na prova. A partir daí, começaremos a elaboração dos itens e queremos aplicar a primeira edição no primeiro trimestre de 2012.

iG: O senhor acredita que, com isso, os melhores alunos serão atraídos para o magistério?
Haddad: É um processo. Estou surpreso com os depoimentos que recebo do programa de iniciação à docência. Ele está quebrando paradigmas. A interiorização das universidades também vai mexer nisso. As possibilidades para os jovens que querem exercer a profissão serão ampliadas.

iG: O novo Plano Nacional de Educação, que será discutido no Congresso em 2011, trouxe metas antigas e ainda difíceis de serem superadas pelo País, como o analfabetismo. É possível erradicá-lo? Seria preciso adotar algum tipo de incentivo financeiro para isso?
Haddad: Estamos falando de pessoas com idade média de 55 anos. É uma dívida que temos com a população que não teve oportunidade educacional na idade correta, mas realmente é uma tarefa muito complexa. Essa população está dispersa pelo território, mora no campo, tem idade avançada e problemas de visão. O esforço terá de ser combinado com ações fora as do MEC, mas tenho dúvidas sobre esse tipo de incentivo. A dificuldade esbarra em obstáculos que, muitas vezes, são instransponíveis para o indivíduo. Se não tivermos uma combinação de políticas, não dará certo. Mas estou confiante de que, em 2015, vamos reduzir a taxa para 6,7% em 2015.

iG: Olhando para trás, o senhor se arrepende de alguma decisão que tomou em relação ao Enem? Acredita que deveria ter esperado o banco de itens ser ampliado para lançar duas ou mais edições em um mesmo ano e evitar dores de cabeça? 
Haddad: Eu não vejo esses episódios com o grau de dramaticidade que a imprensa costuma reportar. Tivemos um episódio de falta de segurança em uma gráfica, que é a maior do País. O MEC adiou a prova para fazê-la com segurança e corrigiu um problema do setor privado. O episódio deste ano, de abrangência muito menor, com outra gráfica, que é uma multinacional com faturamento de US$ 20 bilhões no mundo, foi um equívoco causado por excesso de segurança. O procedimento que atrapalhou o controle de qualidade dos lotes foi a impressão das provas sem que o operador da máquina visse o que estava sendo impresso. O setor corrigiu um erro do setor privado novamente. Erros poderão acontecer em uma prova de escala como essa. Estamos em uma construção e essas gráficas vão se preparar melhor. Quanto mais concorrentes tivermos, melhor para contratação do poder público.

iG: No ano que vem já teremos duas edições do Enem?
Haddad: Falta uma reunião com os parceiros para que eles atestem a capacidade técnica de realizar duas edições. Em caso positivo, a decisão política está tomada. Se eles derem sinal verde, teremos duas edições. Quanto mais edições melhor.

iG: Nesses dois momentos, as críticas foram tão grandes e houve muita gente dizendo que o senhor não continuaria no ministério. O que o senhor sentiu?
Haddad: Fiquei um mês sem ler jornal, assistir TV e ouvir rádio. O que eu fazia era ligar no telefone 0800 do MEC, que recebe as reclamações. Perguntava como estavam as coisas e me diziam que não estava calmo. Então pensei, vamos resolver. O Brasil real está conectado pelo telefone com o Ministério da Educação. Então eu me desliguei do resto. Com o Brasil real, a questão era contornável.

iG: Podemos esperar outro Plano de Desenvolvimento da Educação para o ano que vem?
Haddad: Esse foi o nome que demos para o Plano Plurianual da Educação, que no ano que vem terá de ser refeito. O Plano Nacional da Educação terá de ser traduzido nos planos plurianuais da União, de Estados e de municípios.



Haddad sobre tempo no governo Dilma: "opero por projeto, não por calendário"
iG: O presidente Lula pediu à Dilma que o senhor ficasse no ministério. O senhor se sentiu constrangido em algum momento, pensando se ela queria realmente que ficasse?
Haddad: Conhecendo a presidenta como eu conheço, eu convivo com ela há cinco anos, posso te garantir que uma coisa é ouvir a opinião, e ela fez questão de frisar que a opinião do presidente conta e pesa, mas eu tenho certeza de que a presidenta Dilma não tomou nenhuma decisão por constrangimento. Sobretudo no meu caso. Eu estou há sete anos no MEC, cinco e meio como ministro e eu já me programava para voltar para São Paulo.

iG: Os críticos dizem, em relação aos ministérios compostos por Dilma, que as escolhas foram feitas para pouco tempo. O senhor pretende ficar os quatro anos?
Haddad: Eu não entendo que as coisas funcionem assim.Em primeiro lugar, mudança ministerial é a coisa mais corriqueira do mundo em qualquer governo. Quantos ministros da Educação completaram um único mandato? Quatro, antes de mim. Eu estou no terceiro. Já estou na conta da exceção. Eu opero por projeto e não por calendário. O que está em pauta e qual o tempo de maturação do projeto é a dinâmica do governo que vai determinar.

iG: E o senhor esperava ter recebido mais apoio do PT para a sua permanência no cargo?
Haddad: Eu acompanhei isso pelos jornais. Isso nunca aparecia de maneira clara. Os comentários eram sempre anônimos e é muito difícil especular sobre essa questão. Não chegou ao meu conhecimento uma objeção de alguém, com nome e sobrenome. Isso não aconteceu em 2006, nem agora.

iG: O senhor foi cogitado para concorrer ao governo de São Paulo, não foi? Desistiu? O senhor não tem interesse nesse caminho?
Haddad: Foi mais especulação. Não fiz nenhum movimento para isso. Minha atenção nunca ficou voltada para isso. Nunca raciocinei nessas bases. Estou reiniciando um trabalho e acredito que a educação é um pouco incompatível com eleição. Particularmente, não acho uma combinação feliz. Não sinto isso como necessidade.


Como valorizar o professor


Para melhorar o ensino, é necessário que docentes tenham curiosidade intelectual e tenham as condições adequadas para exercê-la

Volta às aulas e o governo federal começa o ano com um Plano Nacional de Educação (PNE) que tem como eixo central a valorização do professor. Em vários Estados e municípios aparecem propostas de reformulação de planos de cargos e salários dos docentes. Em alguns lugares ganham força as propostas de condicionar benefícios financeiros a metas e/ou resultados. Mesmo concordando que algumas dessas propostas são extremamente polêmicas e pouco contribuem para a melhoria da qualidade da educação no Brasil fica evidente que elas mostram que o papel do professor ganha mais espaço na agenda de debates da sociedade brasileira.


Nossos professores realmente são mal remunerados. Ganham, em média, 60% a menos que outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade. Muitos administradores púbicos ainda tratam o professorado como uma espécie de "vocação missionária", quase religiosa, que exige sacrifícios. Os mais velhos talvez lembrem da frase "professor não é mal pago, é mal casado". Já foi atribuída a vários políticos, apesar de todos a repelirem, mas é a representação desta forma de tratar o professor.

6 de fev. de 2011

Seduc promove reunião de adesão dos municípios ao Programa Mais Educação


Local:Na UEPA, no Centro de Ciências Sociais e Educação, na Sala de Recitais do Bloco IV
Endereço:Travessa Djalma Dutra s/n- Bairro do Telégrafo
Horário:07/02/2011 às 08:00
Contatos:Ascom/Seduc (3201-5181/5182)


A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promove nos próximos dias 7 e 8 uma reunião com os secretários municipais de educação para definir a adesão dos municípios ao Programa Mais Educação. A reunião, que acontece na Universidade Federal do Pará (Ufpa), com a participação de cerca de 100 pessoas, contará com a participação da técnica do Ministério da Educação (MEC), Tânia Pasqualini, além do secretário adjunto de ensino, Cláudio Ribeiro, e da diretora de Educação para a Diversidade, Inclusão e Cidadania (DEDIC), Aldeise Gomes Queiroz.

O Programa “Mais Educação”, criado pelo MEC, procura atender as escolas que apresentaram resultados insatisfatórios no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no Pará e conta com o apoio das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação para garantir a sua aplicação e manutenção nas unidades educacionais. É desenvolvido de diferentes formas, envolvendo arte, cultura, esporte, lazer, ciência, entre outros temas, que são desenvolvidos paralelamente ao conteúdo escolar.

Fonte:Agência Pará de Notícias

3 de fev. de 2011

DICAS PARA REUNIÃO DE PAIS


Lidar como ser humano não é uma tarefa fácil. Para o Professor isso fica ainda mais difícil quando chega o momento das Reuniões de Pais, que é um momento carregado de muita tensão emocional.
      Para brilhar na próxima reunião de pais, aqui vão algumas dicas para você usar:
1.     CONVIDE O PAI E A MÃE: Encoraje ambos os pais para que venham na reunião. Mal entendidos serão evitados se ambos os pais ouvirem o que você tem a dizer.
2.     ESTABELEÇA e firme contato muito antes da Reunião de Pais. Informe sempre aos pais o que os filhos devem estudar, quando tem lições e trabalhos para entregar, e principalmente, mantenha-os sempre informados a respeito das dificuldades e progressos do aluno. Jamais deixe para dar esse feedback apenas depois que as notas estiverem fechadas.
3.     REUNIÃO SEM PRESSA: Jamais faça reunião com pressa. Planeje o tempo que for necessário de modo que todos os assuntos sejam abordados de maneira apropriada. Quando a Reunião for individual, 20 a 30 minutos é adequado.
4.     ESTEJA PRONTA para todo tipo de perguntas. Esteja preparada para responder todo o tipo de perguntas que os pais venham a ter. Ocorrerão perguntas específicas, difíceis ou ainda as indelicadas. Mantenha sempre o domínio das suas emoções e o bom humor. Jamais leve para o lado pessoal.
5.     TENHA SEMPRE SEUS REGISTROS organizados com antecedência. Tenha sempre em mãos e organizados: Diários de classe, anotações feitas na agenda do aluno, relatórios, provas/trabalhos realizados pelo aluno, e quaisquer outros registros pertinentes ao assunto em pauta. Deste modo você terá como comprovar as suas afirmações.
6.     RETIRE TODAS AS BARREIRAS FÍSICAS. Os Pais não são seus alunos, por isso jamais coloque-os para sentarem-se nas carteiras enfileiradas, ou até mesmo nas carteiras da sala do prezinho. Arrume o lay-out da sala de aula de um modo que todos possam ver uns aos outros (Ex. em semi-circulo, ou circulo).
7.     INIMIGA X PARCEIRA: Se você quiser ficar com a fama de inimiga no. 1 dos Pais é só concentrar nos DEFEITOS do aluno. A solução para ser parceira dos Pais é concentrar nos TALENTOS, e quando houver problemas, foque nas NECESSIDADES do aluno. Falar para os Pais: "seu filho é indisciplinado e só arruma briga com os amigos", é diferente de: "constatei que o João apresenta dificuldades em relacionar-se com os amigos, por isso gostaria de discutir algumas sugestões para ajudá-lo a superar esta questão".
8.     SEJA ESPECÍFICA NOS COMENTÁRIOS: Os Pais podem se perder nos comentários generalizados. Ao invés de dizer "Ela não assume responsabilidades", focalize no problema apontando "Maria teve a semana inteira para terminar o trabalho, no entanto ela apenas escreveu e entregou dois parágrafos".
9.     OFEREÇA UM PLANO DE AÇÃO PARA OS PAIS: Muito mais que receber orientações, os Pais apreciam ter um plano de ação para seguir. Assim, se a Maria não é responsável, será apreciado sugerir aos pais dar a ela uma lista de tarefas semanais ou ainda permitir que ela encarregue-se de tomar conta do bichinho de estimação. Quando você oferece conselhos, faça com que os pais saibam que você está apenas fazendo uma sugestão e caberá a eles escolher as melhores estratégias conforme o perfil da família.
10.  ESQUEÇA O PEDAGOGUÊS: Jamais utilizar-se do "pedagoguês" com frases do tipo: "a coordenação motora fina", "o processo de ensino aprendizagem", "está na fase silábica-alfabética", são frases sem sentido para muitos Pais.
11.  DOMÍNIO PRÓPRIO: Pode ocorrer de você deparar-se com Pais que mostram-se abusivos ou hostis. Jamais fique na defensiva, pois isso revela fraqueza e insegurança, e coloca em dúvida tudo o que você tiver que falar adiante. Tente não ser rude, qualquer que seja a provocação ou o comentário sarcástico. Ouça de modo polido e educado. Se esta situação ocorrer durante a Reunião Bimestral de Pais, proponha aos Pais agendar horário específico para tratar em particular. Verifique com a Escola qual o procedimento adotado.
12.  FOCALIZE NOS PONTOS FORTES: É muito fácil para os Pais sentirem-se na defensiva, pois muitos deles se veem nos filhos. Você poderá ajudar se levantar as áreas onde estão os pontos fortes do aluno e as áreas que precisam ser melhoradas, ao invés de criticar e apontar apenas as fraquezas.
13.  USE A LINGUAGEM CORPORAL A SEU FAVOR: A linguagem não verbal pode ser sua alidada ou sua inimiga. O seu corpo fala, e expressa sempre o que você sente e pensa. É esta linguagem que os Pais estarão atentos, antes mesmo de você começar a falar.
14.  ENFOQUE NA COLABORAÇÃO: Faça com que os Pais saibam que você quer trabalhar em aliança com eles, no melhor interesse da criança. Um comentário do tipo "Você precisa comparecer na escola o mais rápido possível para discutirmos as dificuldades do João", apenas inflama hostilidade nos Pais. O seguinte comentário diz a mesma coisa de um modo mais proativo: "Constatei que o João está encontrando algumas dificuldades, então gostaria de conversar com você para que juntas possamos encontrar as melhores alternativas para ajudá-lo a superar esses problemas".
15.  OUÇA O QUE OS PAIS TEM A DIZER: A despeito do fato de que nós gastamos um terço de nossas vidas ouvindo, muitos adultos são péssimos ouvintes. Para que você obtenha o máximo de todas as reuniões de Pais procure realmente ouvir o que eles dizem e principalmente COMO eles dizem. Observe a linguagem corporal deles. Você vai se surpreender com os aprendizados que vai tirar dessas obervações.
16.  CONCENTRE-SE NA SOLUÇÃO, NUNCA NOS PROBLEMAS: Idealmente falando todas as reuniões de pais deveriam apenas abordar coisas positivas, os sucessos e as conquistas. Realisticamente falando, a situação é bem diferente. As reuniões de Pais acontecem porque existem problemas. Entretanto todas as reuniões poderão transcorrer dentro da cordialidade e paz sempre que você focar nas soluções ao invés de ficar se concentrando no problema do aluno. Discuta o que você e os Pais podem fazer para ajudar a melhorar ou resolver a situação. Estabeleçam, juntos, um Plano de Ação com tarefas para todos realizarem (Você, os Pais, e o Aluno)
17.  FECHAMENTO: Antes que a reunião finalize, faça o fechamento da conversa e deixe claro quais ações você e os pais decidiram implementar.
18.  MANTENHA UM REGISTRO DA REUNIÃO: Será muito útil você manter um breve relato do que foi discutido na reunião. O que foi dito, sugerido, e estabelecido para ser realizado. Após a reunião, faça as anotações enquanto os detalhes ainda estiverem frescos na memória.
    Como você pode observar, interagir com as pessoas requer lidar com uma alta carga de emoções que envolvem expectativas, frustrações, medos e incertezas, por isso esteja atenta a essas dicas e você vai arrasar na próxima reunião de pais.
            

 Fonte: Roseli Brito/ Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach
 Imagem: itecne.com.br

2 de fev. de 2011

UFPA entrega ao MEC projeto de criação da Unifesspa



ufpa-logo
A Universidade Federal do Pará entregou à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação o projeto, revisado e reformulado, de criação e implantação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). O documento foi entregue pelo pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da UFPA, professor doutor Erick Nelo Pedreira, em solenidade realizada em Brasília, no dia 31/01/2011. 
Abrangência - A implantação da Unifesspa representa o resultado do desmembramento do Campus de Marabá da UFPA. O projeto inicial abrigará um total de 59 cursos, sendo 36 em Marabá, 8 em Parauapebas, 8 em Rondon do Pará e 7 em Xinguara. As principais áreas de abrangência serão engenharias, ciências sociais, ciências humanas, da educação, linguísticas, da saúde, biológicas, socioeconômicas, jurídicas e exatas.

No total, devem ser ofertadas 2.170 vagas, e há a estimativa de ser contratado um quadro de pessoal com 755 docentes e 436 técnico- administrativos em educação, todos distribuídos nas unidades e subunidades dos quatro campi.

A futura universidade deverá estar totalmente implantada em quatro anos, a partir da liberação dos recursos. O orçamento previsto é de R$ 554, 5 milhões e envolve a previsão para pessoal, custeio e capital.


Inovação - “O projeto de criação da Unifesspa é inovador, fruto de uma sólida parceria entre o setor público (federal e estadual) e o privado”, explica o pró-reitor Erick Pedreira. O setor público está representado, na esfera federal, pelo Ministério da Educação e pela Universidade Federal do Pará (UFPA), instituição que deu origem à Unifesspa; na esfera estadual, pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e pela Secretaria de Estado de Educação. Já o setor privado será representado pela Companhia Vale, instituição parceira da UFPA desde o início do projeto de expansão do Campus de Marabá.  A Vale deverá contribuir com parte dos investimentos em infraestrutura da Unifesspa e em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos no Parque de Ciência e Tecnologia, que deve ser implantado em Marabá.



Aprovação - Após a entrega do projeto à Sesu, a proposta deverá seguir a tramitação ordinária em suas várias instâncias, passando pelo crivo das comissões permanentes do Congresso Nacional, pelas discussões, revisões, pela votação e sanção ou veto presidencial. Se for sancionado pelo presidente, o projeto de lei será convertido em lei e será feita sua publicação, ato  pelo qual se leva ao conhecimento público a existência da lei obrigatória em todo o território nacional, criando, assim, a Unifesspa.



Fonte: Assessoria de Comunicação da UFPA

O que é AUTISMO


O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID). Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
Ficheiro:Autism awareness ribbon-20051114.png
A fita feita de peças de quebra-cabeça, representando o mistério e a complexidade dessa patologia, é um símbolo mundial da conscientização em relação ao autismo.


Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.

Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e sociabilização freqüentemente causam dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral em sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes de seus filhos terminarem a escola. Caso conheça outros pais de adultos com autismo, pergunte sobre os serviços disponíveis.




SINTOMAS DO AUTISMO 

Resiste a métodos normais de ensino.Risos e gargalhadas inadequadas.Ausência de medo de perigos reais.


Aparente insensibilidade à dor.Não se aninha.Forma de brincar estranha e intermitente.


Crises de choro e extrema angústia por razões não discerníveis.Gira objetos.Dificuldade em se misturar com outras crianças.


Resiste a mudanças de rotina.Habilidades motoras fina/grossa desniveladas.Hiperatividade fisica marcante ou extrema passividade.


Apego inadequado a objetos.Ecolálico.Age como se fosse surdo.

Fonte:  Revista Autismo

1 de fev. de 2011

Computador e Educação





Alguns Professores ainda dizem ter medo ou raiva do computador. Porém com alunos cada vez mais informatizados, qual será o futuro da Educação ?!!!!

O computador tem provocado uma revolução na educação por causa de sua capacidade de "ensinar". As possibilidades de implantação de novas técnicas de ensino são praticamente ilimitadas e contamos, hoje, com o custo financeiro relativamente baixo para implantar e manter laboratórios de computadores, cada vez mais demandados tanto por pais quanto por alunos.

Tudo isso causa insegurança nos professores, que num primeiro momento temem sua substituição por máquinas e programas capazes de cumprir o papel antes reservado para o ser humano. Mas o computador pode realmente provocar uma mudança no paradigma pedagógico e pôr em risco a sobrevivência profissional daqueles que concebem a educação como uma simples operação de transferência de conhecimentos do mestre para o aluno.


No paradigma instrucionista, o uso do computador na educação consistiria simplesmente na informatização dos meios tradicionais de instrução. "No entanto, o computador pode enriquecer ambientes de aprendizagem onde o aluno, interagindo com os objetos desse ambiente, tem chance de construir o seu conhecimento". Aí está a grande "sacada" do uso do computador. Uma reviravolta que muda o foco de ensino do instrucionismo para o construcionismo, muitas vezes sem que haja uma declaração teórico-pedagógica explícita.


As Visões Céticas e Otimistas da Informática em Educação


Visão Cética

Se as escolas não tem carteiras, giz nem merenda e o professor ganha uma miséria, como falar em computador?

Ora, se as escolas chegaram a este ponto, não foi por causa de gastos com equipamentos, sejam eles de informática ou não. O fato é que se elas não se modernizarem, acentuarão o hiato existente entre a "idade" dos métodos de ensino e a "idade" de seus alunos. Ou seja, elas continuarão no século 18, enquanto os alunos vivem no século 21.


Os céticos também argumentam que haveria uma desumanização com o uso da máquina, com a eliminação do contato entre o aluno e o professor.

Mais uma vez, encontramos um argumento frágil contra o uso da informática. O aluno de fato somente irá prescindir do contato com o professor se este se restringir (como classicamente o faz) a transmitir informações e conhecimentos. Os céticos, por sinal, estão presos a este modelo instrucionista e temem, portanto, a perda do papel tradicional do professor.

Não se pretende, tampouco, que um aluno permaneça 10 ou 12 horas diante de um computador. Portanto, a desumanização informática tem a mesma probabilidade de ocorrer como em qualquer uso exagerado de aparatos tecnológicos, como televisão, música etc.


Visão Otimista

Como o otimismo é gerado por razões pouco fundamentadas, é provável que ele venha acompanhado de grandes frustrações:
modismo: outros países e escolas já dispõem dos equipamentos. Isso causa erros no sistema educacional. É preciso critério, senso crítico. As soluções não devem ser meramente copiadas;

o computador fará parte de nossa vida e a escola deve lidar com essa tecnologia. Muitas escolas introduzem o computador como disciplina curricular, dissociada de sua utilização em outras perspectivas e disciplinas. Usamos o telefone sem necessariamente sabermos princípios de telefonia.

o computador é um meio didático. De fato, ele apresenta facilidade para simular fenômenos e animação. No entanto, esse enfoque leva a uma sub-utilização como ferramenta de aprendizagem.